quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Que fazer?

O que fazer quando alguém que nos conhece profundamente nos define a terceiros com os nossos defeitos?

Viva o profissionalismo

Adquiri nem tem um mês, um portátil da Asus, um dos ultimos modelos deles.
Rapidamente me apercebi que conseguia ver videos, mas sem som. O media player funcionava na perfeição, mas para ver videos era bola. Ontem de manhã, fiquei sem som por completo.
Liguei para a linha 707 500 310, linha da Asus de assistência a portáteis.
O nível de atendimento é mesmo muito mau. Mais parecia que estava a ligar para a loja de monhés aqui do lado. Nem sequer se identificam.
Mandaram-me um email com os procedimentos para que efectuasse uma re-instalação do sistema operativo e actualizasse a Bios. Assim fiz. Agora adivinhem lá o que me falta???? O Office!!!!
Enviei um email a explicar a situação e nada e resolvi ligar. Liguei agora mesmo, às 11h15. Curtam bem o nível do atendimento:

Asus: Tô sim boa tarde, posso ajudar?
Eu: Bom dia meu Sr. O meu nome é Patricia Troca o passo, e o meu número de processo é o XPTO.
Asus: Sim.
Eu: No seguimento dos procedimentos que os Srs me indicaram, fiquei sem Office no meu computador.
Asus: Dê-me lá o seu email pra ir fazer download do Office.
Eu: xxxxxxxx sendo que soletrei o email por ser da empresa.
Asus: (nem sequer confirmou o email) ok. boa tarde então.
Eu: Continuação de bom dia.

Mas que merda é esta????

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Gripe A

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA. Tenho um caso de gripe A perto (ou quase perto) de mim.
Ups! Começo a pensar que devia ter aceite a vacina na semana passada. Que merda!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Invicta.... Inbicta


Já vos falei do meu Porto??? Daquele Porto que por nunca ter sido meu tanto me pertence?
Adoro a "inbicta".
Antes de ter que passar vários dias na cidade do Porto a trabalho, achava o Porto uma cidade muito feia e nada hospitaleira. Ai o quanto estava enganada.
Hoje posso afirmar que já fui muito feliz no Porto e que se pudesse mudava-me para lá.
Uma cidade de sentido único, onde cada vez que nos enganamos nos vale 30 minutos para nos re-encontrarmos novamente e quase sempre procurando uma indicação a dizer LISBOA. lol
Uma cidade linda, nomeadamenta a Av. dos Aliados que está carregada de uma imponência fantástica. De noite então... tudo meticulosamente iluminado... e visto de Gaia ainda melhor.
Aqueles restaurantes e bares à beira rio cheios de vida e com preços tão acessíveis. Quase que pagamos o mesmo lá por um jantar à beira-rio do que por um almoço numa taberna cá.
Os comerciantes que estão sempre dispostos a ajudar mesmo que isso signifique não vender. Uma das ultimas que passei lá. Entrei numa drograria à procura de um corrimão e o Sr muito simpatico disse-me: "olhe menina, eu tenho mas se for ali a baixo (à concorrência) eles também têm e bendem mais barato". Lol. Em Lisboa, a outra loja até podia ser de um familiar que vocês iam ver se alguem indicava.
Adoro o Sr da pensão onde fico sempre que mesmo às 4 da matina nos vem abrir a porta com a cara mais simpática do mundo e que se lembra sempre de nós.
À minha querida Dª Teresa e Sr Zé (os donos do restaurante onde costumamos ir). Imaginem bem que no dia seguinte a ter chegado ao Porto, lá temos um belo de um bacalhau à bras e o 4 cores para saborearmos, como se fosse um velho regressar a casa.
Adoro o facto de toda a gente se cumprimentar na rua, a qualidade de vida, ver as pessoas quase todas bem vestidas e "aprumadas", não ver pretos (hehehehe, isto é mesmo uma mais valia pois trabalho num bairro deles).
Amo o Porto e quanto mais vou conhecendo mais me vou sentido dele...
Um muito grande bem haja para todos os Portuenses.

sábado, 24 de outubro de 2009

Estou muito doentinha. Ontem tive que ir ao médico e tudo. Estou com gripe. Talvez seja a AA, porque estou mesmo de rastos.Ao menos esta noite durmo mais uma hora.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Continuo com saudades

" - Tenho tantas saudades dela.
- Porque não lhe ligas para irem beber um café?
- Eu? Ligar? Para quê? Já sei qual será a resposta. Ela vai ter coisas marcadas, vai estar cansada ou não lhe vai apetecer. É sempre assim.
- Mas diz-lhe para passar lá em casa, assim sempre está contigo e com o menino."

A minha reacção seguinte foi esboçar um sorriso, para esconder a lágrima que teimava em querer sair.

" - Estou nesta casa há 1 ano e ela só lá foi 4 vezes.
- Mas eu já fui lá mais vezes que isso.
- Tu e toda a gente."

Às vezes gostava de saber lidar com isto, às vezes gostava de saber ignorar isto, às vezes gostava de ver o lado positivo. Mas não consigo. Nunca consigo.
Familia não escolhemos. Mas escolhemos a relação que mantemos com ela.
E neste caso, a minha familia escolhe constantemente não manter relação comigo. Sou sempre a complicadinha. Se faço é porque não deveria ter feito, se digo não deveria ter dito, se apareço é porque vim num mau momento. Se convido é porque já têm coisas marcadas ou falta de vontade. Se peço é porque é em cima da hora. Enfim... E depois sou a incompreensível, que não percebo que eles têm a vida deles, que eu sou uma sortuda porque trabalho por conta própria e que não percebo o que é trabalhar. Que gosto de "laurear a pevide" e que não entendo que os outros sejam diferentes.
O problema provavelmente até pode ser meu. Mas a questão fundamental é esta:

Como é que em 365 dias só têm disponibilidade de partilha das minhas vontades, sei lá 6 dias por ano???

E depois ainda sou mais uma vez criticada porque nunca lhes ligo, porque só me dou com a outra parte da família, ou com os meus amigos, etc.... Eu sou humana e vivo, respiro e comunico nos outros 359 dias. E francamente, nestes 359 dias tenho pessoas que passam muitos deles comigo. Que se preocupam e que podem estar. Porque escolhem estar comigo.
Gostava muito que olhassem para mim, que escolhessem estar comigo pelo menos 1/3 destes 365 dias. Mas nunca escolhem.
Nunca escolhem. E a minha vida segue... sem vocês. Cada vez mais sem vocês. Cada vez mais com menos de vocês.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Hoje tenho saudades. Saudades estúpidas que nunca são correspondidas. Mas tenho.
Como é que posso ter saudades de alguém que nunca tem saudades minhas??? Mas tenho.
E hoje tenho muitas. Saudades de mim, dela, de nós. Saudades de outros tempos... tempos doentes talvez... tempos em que ela era a minha menina e eu a sua mamã.
Saudades de a ouvir chamar-me. Com aquele tom rude, aquele tom autoritário, mas que no fundo é o mais meigo de todos. Saudades de a ter comigo. De ter aquele pedacinho tão especial reservado no fundo do seu coração e de a ter guardada a mil chaves dentro de mim.
Ela não estava sómente no meu coração, estava impregnada em mim. Cada gesto meu era também para ela.
Os tempos mudaram, a época das escolhas chegaram e ela resolveu partir. E eu aceito. Não compreendo, mas aceito. Ou digo que aceito porque na realidade mais nada posso fazer. Ou se calhar até posso fazer, mas não sei o quê.
Então fico. Fico aqui no meu canto. Fico no meu caminho que é agora paralelo ao dela.
E com saudades! Que hoje estão fortes e que me apertam o coração.