sexta-feira, 5 de junho de 2009

Eleições Anuais

Pois é meus caros, deviam existir eleições autarquicas todos os anos!
Justificação: Execução dos trabalhos propostos!
É que este país é de pasmar, os gajos fazem planos eleitorais, propostas fantásticas, são eleitos, as tretas que propõem são aceites no parlamento, emitem-se ordens de trabalho e depois???!!! ... executam-se 4 anos mais tarde, nas próximas eleições.
Prova disto temos as obras na IC30, IC16, IC19, que só se desenvolveram em concreto quando??? Em 2009, ano de eleições!
E depois ainda passamos 3 anos a ouvir, que existem muitos processos burucráticos para se darem início aos trabalhos, mas no ano que sobra (o de eleições), esses mesmos processos "evaporam-se" e eis que tudo se executa. Trabalha-se 24h/24h e quem paga isto???
NÓS, os otários que trabalhamos todos os dias desses mesmos 4 anos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Coração de Mãe

“O Coração de Mãe não é só um músculo que bate sem parar.
É um lugar mágico onde acontecem as mais extraordinárias das coisas.

O Coração de Mãe está ligado a cada coração de filho por um fio fininho, quase invisível.
É por causa deste fio que tudo o que acontece aos filhos faz acontecer alguma coisa dentro do Coração de Mãe.
Quando os filhos dão gargalhadas, o Coração de Mãe até dança.
Quando um filho está triste, o Coração de Mãe parte-se em mil bocadinhos.
Quando um filho adoece, o Coração de Mãe fica ás pintinhas ( e muito mais pequenino…), mas o Coração de Mãe volta a crescer quando o filho se sente finalmente melhor.
O Coração de Mãe fica branco (sem pinga de sangue) quando um filho dá um grande trambolhão.
O Coração de Mãe congela quando um filho se perde na multidão.
Quando não compreende os filhos, o Coração de Mãe é como um novelo embaraçado.
No Coração de Mãe passa uma nuvem escura sempre que um filho é mal educado.
O Coração de Mãe ganha ferrugem quando não vê um filho há muito tempo.
Mas quando chega a hora de ir buscar os filhos à escola, parece um avião a jacto.
Quando um filho diz uma piada o Coração de Mãe ilumina-se. E lá dentro abre-se uma janela sempre que um filho aprende uma palavra nova.
O Coração de Mãe é um vulcão (em erupção) quando um filho faz um grande disparate.
Mas quando um filho precisa de ajuda é um sino que toca sem parar.
Aliás, quando querem fazer mal aos seus filhos, o Coração de Mãe enche-se de garras e dentes afiados!
Quando chegam as férias, o Coração de Mãe bate mais devagarinho.
Nos dias de piqueniques, o Coração de Mãe é um passarinho.
E há um dia em que no Coração de Mãe nascem flores…
Quando descobre que vai nascer outro filho!

Afinal, o Coração de Mãe não é só um músculo que bate sem parar… É um lugar mágico onde acontecem as mais extraordinárias das coisas.”

Isabel Minhós Martins
Bernardo Carvalho
(Planeta Tangerina)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Escolhas

Escolhas…

A vida é marcada por elas.
Deve ser a única coisa que não podemos optar por não ter.
Quer sejam as melhores ou as piores, temo-las sempre e temos que viver com o que delas advém.
Por vezes, olhamos para trás e pensamos no que já percorremos e no que ainda nos falta percorrer e neste tempo, esquecemo-nos de viver o presente. E sem dar conta continuamos a fazer escolhas.
Às vezes as coisas mais complexas são as mais fáceis de executar.
Basta aceitar que não conseguimos ver o amanhã, que não podemos viver tudo o que a vida nos oferece porque não temos “pernas suficientes” para percorrer todos os caminhos.
Pois é amiga, aceita. Vive. Erra. Acerta. Partilha. Confidencia. Luta. Busca.
Pois é isto que tem valor no final do caminho. É a nossa historia de vida, são as nossas escolhas reflectidas em momentos de grande importância recheados de sentimentos e de experiência.
Não importa onde chegas, mas sim como chegas. Porque na realidade chegues onde chegares é da caminhada que nasces tu. É da caminhada que te alimentas e te realizas.
O maior erro dos humanos é olhar apenas para o objectivo sem conseguir saborear as experiências e as mudanças pelas quais passamos até os atingir.
Seria bom conseguir guardar apenas as partes boas, seria bom conseguir perdoar e seguir em frente, mas não é fácil, alias ninguém disse que seria.
Por isso aproveita a viagem, faz com que ela valha a pena, quer chegues ou não ao teu destino. *

Preguiça

Estou tão preguiçosa e quase a dormir, que acabei por dar um encontrão no copo de água que estava em cima da minha secretária e "afoguei" os meus papéis todos.
Agora estão espalhados como se de um estendal se tratasse.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Email

Recebi um email esta semana, que não posso deixar de partilhar convosco!

"É preciso saber quando uma etapa chega ao fim…

Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.

Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já acabaram.

Foi despedido? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver noutro local? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Podemos passar muito tempo tentando entender o porquê disto ter acontecido.

Podemos dizer para nós mesmos que não damos mais um passo enquanto não entendermos as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em nossas vidas, a serem subitamente transformadas e pó.

Mas tal atitude será um desgaste imenso em todos: nossos pais, nossos companheiros/as, nossos amigos, nossos filhos, nossos irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a página, seguindo em frente e todos sofrerão ao ver que estamos parados.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem connosco.

O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem dia e noite uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora. Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar coisas, vender ou doar os livros que temos.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está a acontecer nos nossos corações… e ao desfazer-se de certas lembranças, significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora! Soltar! Desprender-se!

Ninguém joga nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos e outras perdemos.

Não esperes que te devolvam algo, que reconheçam o teu esforço, que descubram a tua forma de ser, que entendam o teu amor. Pára de ligar a televisão emocional e ver sempre o mesmo programa, que mostra como sofreste com determinada perda.

Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do “momento ideal”.

Antes de começarmos um capítulo novo, é preciso terminarmos o antigo, dizer a nós próprios que o que passou jamais voltará.

Lembra-te que houve uma época em que podias viver sem aquilo, sem aquela pessoa – nada é insubstituível – um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer obvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante!

Encerrar ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na nossa vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era e transforme-se em quem é.

Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu própria, antes de conheceres alguém e esperares que ela veja quem tu és, e lembra-te:

“ Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão” (Fernando Pessoa)"

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Contabilidade Analítica

Pois é meus caros, tenho que terminar o curso profissional de Gestão e Organização de Empresas, e amanhã, lá vou eu pras aulas de Contabilidade Analítica.
O problema é que já faltei a umas quantas e a esta hora ainda estou a imprimir a matéria dada pelo formador.
Isto está complicado pro meu lado. Eu sabia que o ano passado devia ter cabulado pra este exame, mas preferi ser íntegra e agora aqui estou eu com toda a minha integridade a tentar perceber alguma coisa desta treta.

Um ano

Um ano!
Um ano é mto tempo, uma ano são mtos dias e mtas horas.
Um ano que teve tanto tempo, que deu para experienciar tanta coisa.
Um ano de revisão, de análise, de arrependimento, de alívio, de tristeza, de felicidade.
Nunca me tinha apercebido que um ano era um longo período. Não desta maneira!
Um ano em que me desiludi comigo, com os outros, com a vida.
Um ano em que me senti orgulhosa de mim, dos outros, da vida.
Existem marcos na nossa existência e este ano foi um deles.
Um ano depois não sinto mais nada disto que descrevi, aprendi a viver de outra forma, a estar com os outros de outra forma, a conviver de outra forma e acima de tudo a olhar-me de outra forma.
Todos cometemos erros, e os erros são todos iguais. O que os distingue é o olhar de quem os vê. O erro que a mim me parece inaceitável, a ti parece-te banal e vice-versa.
Até existem os erros que aos olhos de quem os vê, nem sequer os são.
Pois é, o importante é seguir em frente, é reconstruir o que já existe e construir coisas novas, é olhar para o futuro e não repetir o que se fez.
É aproveitar e dar graças (a quem se entender dar graças) pelo que se tem, pelo que se anseia e viver… viver cada dia preservando o que temos para que não fuja.
O balanço: Difícil, mas positivo!